Pessoas acordam todas as manhãs e se dirigem à empresa onde trabalham. Alguns vestem uniformes, outros não. Alguns usam até mesmo ― vejam só vocês! ― uma plaquinha indicando seu nome. Às vezes, o cargo. Usam seu tempo, cérebro e corpo em troca de uma compensação financeira. Aos clientes, fornecem algum tipo de serviço, seja na forma de atendimento telefônico, orientação médica, jurídica ou financeira. Alguns ensinam outras pessoas, alguns constroem casas. Há aqueles que preparam o café, que fritam a coxinha, que explicam sobre a melhor combinação entre o vinho e o prato principal. Vários trabalhos proporcionando algum tipo de prazer ― ou a ausência de desconforto, o que não deixa de ser uma forma de prazer ― a alguém. Sempre em troca de um ganho financeiro. Ou alguém aqui iria acordar amanhã cedo e ir trabalhar se não houvesse salário? Eu, tenho certeza, não iria.
E há a empresa. A responsável em colocar as pessoas em contato com os clientes, gerenciar todo mundo, administrar o dinheiro. Porque claro, cada cliente paga pelo serviço que recebeu. A empresa reúne esse dinheiro e o divide para suprir suas várias necessidades, principalmente a maior necessidade de todas, a necessidade de lucro. E cada pessoa recebe um pouco desse dinheiro em forma de salário. Sempre com a sensação de que deu muito mais do que recebeu. Mas enfim, é assim que funciona.
Vamos recapitular para ter certeza que não me esqueci de nada. Alguém te gerencia, te coloca em contato com clientes. Você fornece algum tipo de serviço a esse cliente. O cliente paga por isso àquele alguém que te gerencia. Esse alguém, por sua vez, te dá uma parte do valor cobrado. E no dia seguinte, começa tudo de novo.
Agora, a minha dúvida: por que diabos consideram a prostituição ilegal? Alguém me explica a diferença?


6 falantes:
Por isso procuramos ter um trabalho que gostemos de realizar. Alguns conseguem transformar isso em realidade, a maioria não.
Quem é solteiro e ainda não tem filhos, tem maior, direi mesmo muito maior liberdade de continuar a tentar. O dinheiro é importante mas fazer algo que se gosta é ainda mais importante. Digamos que a falta de realização pode deixar qualquer um doente mentalmente e então pergunta-se de que serve o dinheiro sem saúde.
Pensei em aproveitar o seu post para falar da falta de ética das empresas. Estava desejoso de falar no assunto mas vou-me conter.
P.S. Por cá prostituição é ilegal mas não é crime.
eu celebro a sorte das 2 ou 3 que conheço e que tem amor incondicional ao que fazem..
com relação à grande maioria, vejo só contrariedade ou aquela tentativa de atingir objetivos, por vezes, utópicos. But again, it keeps them moving :)
falando por mim... ganhando uma bolada de dinheiro, largaria meu trabalho ontem.
e se não me pagassem, também não iria..
mas penso um dia em correr mundo com uma máquina fotográfica :)
beijoca!
Pois é...em muitos casos os empregos são semelhantes às prostituição...a gente se f*** em troca de pagamento...no meu é praticamente todo dia...haha
Q bom que gostou das fotos no blog! Fazia tempo que eu queria fazer daquele jeito, até que eu consegui...e o sono anda me pegando todos os dias, ainda mais com o tempo nublado que anda fazendo por aqui...
Beijos!!
Paulo, dediquei uma "quadro" a este post. Podia ser pior.
Bom, não sou a melhor pessoa a opinar sobre trabalho ultimamente como você sabe melhor que ninguém. Mas vendo por esse ângulo você deixou realmente algo a se pensar. Se a pessoa se prostitui por opção, como todos nós trabalhamos mesmo achando que somos menos remunerados do que mereceríamos, talvez a ilegalidade fique contestável.
Te amo!
Porque a Igreja taxou o sexo como coisa do demo e isto está inconscientemente arraigada na alma brasileira (ou pelo menos na maioria dos brasileiros).
* tentativa tosca de falar difícil =p
Beijos!!!
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